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Belini assume ANFAVEA com intenção de aumentar produtividade
Fonte: UOL carros
 

Executivo anuncia investimentos de US$ 11,2 bi no setor

Em cerimônia realizada no Clube Monte Líbano na última sexta-feira, 30 de abril, o atual presidente da Fiat Automóveis para a América Latina, Cledorvino Belini, 61, assumiu a presidência da ANFAVEA (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) pelo triênio 2010-2013, no lugar de Jackson Schneider, diretor da Mercedes-Benz. Em seu primeiro discurso no cargo, o executivo anunciou investimentos de US$ 11,2 bilhões em novos produtos, tecnologias e capacidade produtiva da indústria automobilística mundial até 2012 no Brasil, quantia 38% superior aos US$ 8,1 bilhões aplicados nos três anos anteriores, e comemorou o fato do segmento no País caminhar para terminar o ano de 2010 como a quarta maior em volume de vendas no mundo, com 3,4 milhões de unidades comercializadas.

 

Porém, citou a necessidade do Brasil realizar um amplo "choque de competitividade", conjunto de ações envolvendo iniciativa privada e órgãos governamentais, para aumentar a eficiência da indústria nacional e subir da sua atual posição no ranking de produção: 6ª colocada, com capacidade para produzir 4,3 milhões de unidades atualmente. "O primeiro passo neste sentido será dado pela ANFAVEA, que mapeará as áreas em que o setor pode melhorar. Um exemplo: atualmente os caminhões-cegonha saem carregados das regiões sul e sudeste para levar carros até o norte e nordeste e voltam vazios. Um desperdício, que um bom sistema de cabotagem poderia evitar", disse ele.

 

Sobre o tema importação, o executivo disse que atualmente acha necessária manter uma alíquota protecionista de 35% sobre a importação, opinião que alguns executivos discordam, por acharem este um fator de acomodação para a indústria nacional. "Sou dos que pensam que primeiro devemos modernizar os nossos produtos, para deixá-los mais competitivos, e só depois estudar este assunto. Não sou partidário de abrir completamente as portas agora, para depois trabalhar com os efeitos produzidos por esta ação. Até mesmo porque atualmente já temos uma balança deficitária entre importação e exportação", explicou. Em 2009, as importações responderam por 15,6% do mercado. De janeiro a dezembro foram importadas 488. 874 unidades e exportadas 369.303 unidades. Em 2010, a previsão é de que o país exporte 530 mil e importe 600 mil. Isto se até lá o Governo não avançar nas discussões sobre acabar com o redutor de 40% na alíquota de importação de componentes importados utilizados na linha de montagem, em vigor desde 2000 e que, segundo o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, colabora no déficit de US$ 3,6 bilhões do setor. "Se isto acontecer, para algumas montadoras será mais vantajoso trazer os carros que utilizam muitos componentes importados já montados do que montá-los por aqui", disse Belini.

 

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